domingo, 17 de abril de 2016

O que são Pontos Cardeais e Colaterais? Rosa dos Ventos e Bússola


Brasil é dividido em cinco regiões: Sul, Sudeste, Centro-oeste, Norte e Nordeste. Esses nomes não são por acaso, e têm relação com a localização de cada região. Não é coincidência que os nomes de algumas regiões, sejam também nomes dos Pontos Cardeais.

A necessidade de se localizar e se orientar, sempre foi de grande importância para o homem e todas as suas atividades no espaço geográfico. Para se deslocar sobre a superfície terrestre, o homem se baseou na posição do sol, e elaborou diversas técnicas para padronizar os rumos, criando assim os pontos de orientação.

O conceito de orientação está relacionado com da posição do elemento no espaço geográfico, determinado a partir de um ponto pré definido. Esses pontos de orientação são os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais.

As antigas civilizações perceberam que, durante o dia, o sol fazia uma trajetória idêntica à do dia anterior, e puderam estabelecer a regularidade de sua movimentação. A partir dessas observações, foram determinados os pontos leste, posição do sol ao nascer no horizonte, e oeste, o ponto em que o sol se põe.

Além do sol, outras estrelas também eram observadas, auxiliando na determinação dos outros pontos cardeais. A estrela polar foi a que mais ajudou, pois sua localização no espaço, sempre constante, permitiu encontrar o ponto cardeal norte, e consequentemente, o ponto sul.

Para estabelecer uma localização mais precisa, foram criados os outros pontos, que são intermediários entre os pontos cardeais. Esses pontos são representados graficamente pelarosa-dos-ventos, e possuem os seguintes nomes:
O que são os pontos cardeais ou principais?



São os que apontam para as quatro direções principais, baseadas no trajeto do sol.
Norte – N
Sul – S
Leste – L
Oeste – O
O que são os pontos colaterais?



São pontos intermediários, localizados entre os pontos principais.
Noroeste – NO, fica localizado entre os pontos norte e oeste;
Nordeste – NE, localizado entre os pontos norte e leste;
Sudeste – SE, fica entre os pontos sul e leste;
Sudoeste – SO, aparece entre os pontos sul e oeste.
O que são os pontos Subcolaterais?



São os intermediários dos intermediários. Isso mesmo, ficam localizados entre os pontos colaterais.
Nor-nordeste – NNE
Nor-noroeste – NNO
Su-sudeste – SSE
Su-sudoeste – SSO
Es-nordeste – ENE
Es-sudeste – ESE
Oes-sudoeste – OSO
Oes-noroeste – ONO
A rosa dos ventos

A rosa dos ventos tem esse nome, pois na Grécia, indicava as diferentes direções que o vento pode tomar. Somente depois a rosa-dos-ventos foi utilizada com os pontos cardeais.

Determinados os pontos de orientação, como eles poderiam ser utilizados? E se fosse noite, e o céu estivesse nublado, de forma que nem o sol e nem as outras estrelas poderiam auxiliar a tomar determinado caminho?

Foi por essa necessidade que, com a utilização dos pontos cardeais, foi inventada uma ferramenta que poderia auxiliar, sem a necessidade da observação dos astros. Essa ferramenta foi a bússola, uma das mais importantes ferramentas de localização.
A bússola


Embora ainda existam dúvidas sobre a origem da bússola, os primeiros indícios de seu uso ocorreu na china, pois os chineses utilizavam as propriedades da magnetita, um mineral magnético, para encontrar o ponto cardeal norte. Sua orientação era baseada segundo o campo magnético da terra. Esse princípio foi utilizado depois, pelos europeus, que esfregavam agulhas nas pedras de magnetita para que, magnetizadas, pudessem ser utilizadas para localizar o norte.

Essa técnica foi largamente utilizada nas grandes navegações, principalmente pelos europeus, que aprimoraram o objeto, prendendo a agulha a um cartão com o desenho da rosa-dos-ventos e colocando sobre uma bacia cheia de água, a agulha então apontava para o norte.

Inicialmente, as agulhas das bússolas eram muito instáveis, e demoravam a parar sobre o ponto que indicava. As técnicas de produção de bússolas foram evoluindo, e hoje as bússolas são instrumentos precisos para encontrar os pontos cardeais na rosa dos ventos.

http://aprovadonovestibular.com/que-sao-pontos-cardeais-colaterais.html

FRONTEIRAS DO BRASIL

Acordos e tratados entre os países envolvidos delimitam as fronteiras de cada território.

A partir da criação dos Estados como nação, todos eles sentiram a necessidade de estabelecer fronteiras, promovendo a separação entre os países para que não houvesse uma intervenção da soberania, ou seja, para que um país não tentasse ingressar no território vizinho. Os limites entre os territórios têm como objetivo identificar onde começa um território e termina outro. Todos os limites territoriais existentes na face da Terra foram firmados por meio de acordos e tratados entre os países envolvidos. Após esse processo foram implantadas linhas imaginárias que são, em grandes casos, marcadas por meio de elementos naturais como rios, lagos, serras e montanhas ou uma construção de um marco artificial sobre o terreno.

Diversas vezes a expressão limite é confundida com fronteira, no entanto, essa corresponde à toda extensão da linha limite de um país (exemplo fronteira entre Argentina e Brasil). Todo país que possui litoral detém parte do território em áreas marinhas até um certo ponto do oceano, denominada de fronteira marítima.

As zonas próximas às fronteiras entre duas nações normalmente são urbanizadas e produzem um grande fluxo comercial e cultural entre habitantes das nacionalidades envolvidas.

Um grande número de países possui um esquema de defesa nas faixas de fronteiras no continente e no mar, com intuito de proteger o território e conservar a soberania, além de evitar a entrada de contrabando, drogas, armas, imigrantes ilegais, entre outros.

http://brasilescola.uol.com.br/brasil/as-fronteiras-brasil.htm

TIPOS DE RELEVO

A superfície terrestre é composta por diferentes tipos de relevo: montanhas, planícies, planaltos e depressões.
relevo corresponde às variações que se apresentam sobre a camada superficial da Terra. Assim, podemos notar que o relevo terrestre apresenta diferentes fisionomias, isto é, áreas com diferentes características: algumas mais altas, outras mais baixas, algumas mais acidentadas, outras mais planas, entre outras feições.
Para melhor analisar e compreender a forma com que essas dinâmicas se revelam, foi elaborada uma classificação do relevo terrestre com base em suas características principais, dividindo-o em quatro diferentes formas de relevo: as montanhas, os planaltos, as planícies e as depressões.

As montanhas são formas de relevo que se caracterizam pela elevada altitude em comparação com as demais altitudes da superfície terrestre. Existem quatro tipos de montanhas: as vulcânicas; as de erosão, que surgem a partir da erosão do relevo ao seu redor; as falhadas, originadas a partir de falhamentos na crosta, que geram uma ruptura entre dois blocos terrestres, ficando soerguidos um sobre o outro; e as dobradas, que se originam a partir dos dobramentos terrestres causados pelo tectonismo.

Os planaltos – também chamados de platôs – são definidos como áreas mais ou menos planas que apresentam médias altitudes, delimitações bem nítidas, geralmente compostas por escarpas, e são cercadas por regiões mais baixas. Neles, predomina o processo de erosão, que fornece sedimentos para outras áreas.Existem três principais tipos de planaltos: os cristalinos, formados por rochas cristalinas (ígneas intrusivas e metamórficas) e compostos por restos de montanhas que se erodiram com o tempo; os basálticos, formados por rochas ígneas extrusivas (ou vulcânicas) originadas de antigas e extintas atividades vulcânicas; e os sedimentares, formados por rochas sedimentares que antes eram baixas e que sofreram o soerguimento pelos movimentos internos da crosta terrestre.

Planícies são áreas planas e com baixas altitudes, normalmente muito próximas ao nível do mar. Encontram-se, em sua maioria, próximas a planaltos, formando alguns vales fluviais ou constituindo áreas litorâneas. Caracterizam-se pelo predomínio do processo de acumulação e sedimentação, uma vez que recebem a maior parte dos sedimentos provenientes do desgaste dos demais tipos de relevo.

Depressão são áreas rebaixadas que apresentam as menores altitudes da superfície terrestre. Quando uma localidade é mais baixa que o seu entorno, falamos em depressão relativa, e quando ela se encontra abaixo do nível do mar, temos a depressão absoluta. O mar morto, no Oriente Médio, é a maior depressão absoluta do mundo, ou seja, é a área continental que apresenta as menores altitudes, com cerca de 396 metros abaixo do nível do mar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Os objetivos e utilidades da Geografia


A Geografia tem como objetivo principal entender a dinâmica do espaço para auxiliar no planejamento das ações do homem sobre ele. Entender as formas de relevo, os fenômenos climáticos, as composições sociais, os hábitos humanos nos diferentes lugares são imprescindíveis para a manutenção da vida em sociedade.
Essa ciência foi – e ainda é – muito utilizada para fins militares, uma vez que se faz extremamente necessário o conhecimento sobre um determinado território para a sua ocupação ou para se adquirir vantagens em uma batalha ou guerra. Por conta disso, no ano de 1977, o geógrafo Yves Lacoste escreveu uma obra intitulada A Geografia serve – antes de mais nada – para fazer a Guerra, reafirmando a utilidade militar e política da Geografia, bem como o seu caráter extremamente ideológico de manutenção e consolidação do sistema capitalista.
Entretanto, com a evolução das críticas, conforme destaca Ruy Moreira em seu livro Pensar e Ser em Geografia, essa ciência também passou a ser utilizada para desvendar as máscaras sociais, uma vez que ela revela como os sistemas econômicos, políticos, ideológicos e sociais se manifestam sobre as pessoas e sobre o espaço. Temas como a segregação espacial, o processo de favelização, a evolução e espacialização da violência e marginalidade são estudados e explicados em suas raízes pela Geografia, o que pode auxiliar no planejamento social, bem como nas críticas e ações populares que auxiliem no combate a este e outros problemas socioespaciais.

A Importância da Geografia

A Importância da Geografia está relacionada à necessidade de se conhecer o espaço geográfico. Este pode ser entendido como o espaço produzido pelo homem e que está em constante transformação ao longo do tempo. Podemos dizer, então, que o espaço geográfico possui um caráter histórico e, por isso, é 
capaz de contar a história e as características da ação humana sobre o meio em que vive. Além do mais, também é campo de estudo da Geografia toda a dinâmica superficial da Terra. 

Na segunda metade do século XX, foi criada nos Estados Unidos a expressão analfabetismo geográfico
em face da ignorância geral da população daquele país diante dos conhecimentos propostos pela Geografia. Muitos investidores cometiam erros por não conhecerem a língua, os costumes e a cultura de um determinado lugar. Estudiosos em várias áreas padeciam por não conhecerem a dimensão espacial de seus estudos, a exemplo de muito economistas, cientistas políticos e sociólogos.
A importância da Geografia, entretanto, não está somente nos conhecimentos sobre os nomes de países, suas capitais, dados populacionais, moeda, religião etc., mas também em explicar a dinâmica das ações no espaço, que não desvinculam do tempo. Por exemplo: a dinâmica da transformação dos espaços na cidade, a lógica da produção agrária, a distribuição dos  movimentos sociais, a estrutura geomorfológica superficial da Terra, entre outros.

sábado, 17 de novembro de 2012

Zumbi dos Palmares


Quilombo dos Palmares e as falsidades da Consciência Negra
Quem foi Zumbi e realizações

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.


Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.


bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Alguns conceitos sobre ciência

Pense e responda:
O que é ciência? 
Quem faz ciência? 
Onde se faz ciência?
Se a imagem que lhe veio à cabeça foi a de um cientista muito sério, de óculos, com um 
avental branco e trancado dentro de um laboratório frio, a idéia que você faz de ciência 
está incompleta.

Ao longo da história da humanidade, vários significados foram dados à palavra ciência.
 Para os filósofos da Antigüidade, ciência significava usar a razão e a observação para 
explicar a natureza e o homem. Os historiadores classificam essa forma de fazer ciência
 como racionalista.
Tipos de ciência
A partir do século XX, a ciência é chamada de construtivista, ou seja, possui elementos
 racionalistas e empiristas.
Ciência, portanto, pode ser definida como o conjunto de conhecimentos baseados na
 reflexão, na observação e na experimentação. Dessa forma, teorias podem ser criadas,
 aperfeiçoadas, ou até abandonadas, para que a quantidade e a qualidade dos conhecimentos
 sejam ampliadas.
Assim, as teorias de todos os ramos do conhecimento - Matemática, Biologia, Lingüística, Arqueologia,
 Física etc. - podem e devem ser constantemente contestadas, examinadas, experimentadas, legitimadas
 ou substituídas.
A ciência é, então, o ato de refletir e de se relacionar com o mundo, e isso qualquer pessoa pode fazer.
Refletindo, experimentando e organizando, o homem constrói e transmite conhecimentos. A ciência desenvolvida nos laboratórios é apenas uma das maneiras de se "fazer ciência".
Para construir conhecimentos, é necessário pesquisar, refletir, observar, experimentar e validar ou
 refutar as teorias.
História em quadrinhos sobre ciência
A tirinha mostra uma conversa que parece absurda, justamente por não ter fundamentos científicos.
Os personagens apenas observam e concluem com uma teoria, mas sem nenhuma base científica, 
faltou pesquisar. Dessa forma a teoria é apenas um "achismo".